Forma excêntrica: sem curvas à vista, estruturas infladas dividem espaço com tecidos leves, mas longos.

Assimetria, volumes em excesso, silhueta deslocada, barra irregular, camadas maximizadas…. o contraste de shapes é um movimento que se tornou forte com a subversão do comercial, das formas proporcionais e do super-feminino, instigado pela japonesa Rei Kawakubo, da Comme des Garçons, e por Yohji Yamamoto.

Foi na década de 80 que o niponismio começou a sua revolução, composta pela excentricidade avant-garde de roupas desarmônicas e sobreposições que escondiam as curvas femininas.

Não tardou para que, embaixo de seu guarda-chuva, uma série de designers buscassem inspiração no trabalho de vanguarda. E agora, o que se vê? O movimento de transformação acontece tanto nas passarelas como nas ruas, além de ter influência do comportamento das chamadas fashion victims.

Assim como Katharine Hepburn já fazia na década de 40, com seu casaco de mangas largas, as marcas também vêm levantando o conceito de conforto, com exemplos na amplitude das jaquetas da Hermès e da Chloé, com punhos enormes, na gola canelada esportiva da Givenchy, e no longo vestido da Chanel.

Em outros detalhes, o oversized é trabalhado nos cós franzidos das saias de Stella McCartney e nos bolsos imensos da Marni. Por agora, até exagerar tem um equilíbrio – bem desequilibrado.

 

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS (C) MADAME CARLOTA                        Programação: Sara Silva